Covid-19: Morre em Porto Nacional 2º tenente QOA Cleriston Ruslan Tavares dos Santos

Nota de Pesar
14/03/2021 15/03/2021 11:01 112 visualizações

Mais uma vítima da Covid-19, 2º tenente QOA Cleriston Ruslan Tavares dos Santos, 45 anos, morreu neste domingo, 14, em Porto Nacional. O presidente da Associação dos Praças Militares do Estado do Tocantins (APRA-TO), Claylson da Silva Carneiro Xavier lamentou a falecimento do amigo e colega de farda, e destacou a dedicação e o respeito do companheiro no meio militar. "O tenente Ruslan era um profissional muito humilde, dedicado, respeitado e reconhecido pela corporação. Certamente fará muita falta não só para a polícia militar, mas para todos os que o conheciam", disse o Presidente.

O militar ingressou na corporação em 1994, através do Curso de Formação de Soldados (CFS), trabalhando na área operacional do 6º BPM, em Palmas, durante a maior parte de sua carreira. No ano de 2018 concluiu o Curso de Habilitação de Oficiais da Administração (CHOA), sendo promovido ao atual posto em 2019. Atualmente exercia suas funções no 5º BPM, em Porto Nacional.

O tenente deixa esposa e um casal de filhos.

Exposição

Diante do ocorrido, o presidente da APRA chamou a atenção pela forma como estão sendo expostos os policiais e bombeiros miltares no exercício de suas funções, diariamente, em todo o Estado. Os profissionais estão nas ruas, combatendo de frente, desde que começou a pandemia - há mais de um ano - sem a opção de escolher ficar em casa ou não.

Além de combater o crime, os profissionais estão lidando diretamente com pessoas contaminadas ou em isolamento, através de diversos tipos de ocorrências. "Nessa batalha já perdemos muitos companheiros, infelizmente", falou o presidente Claylson Carneiro, destacando que o tenente Ruslan foi o exemplo mais próximo dessa história.

A Covid-19 já vitimou famílias inteiras, e quando não é assim, se vão amigos, pai, mãe, filho, primo, tio, e assim por diante.

Atitude

Segundo o 2º Sgt Claylson Carneiro, a classe está se sentindo desprestigiada, e espera o mais rapidamente possível uma medida mais efetiva de proteção para os profissionais. 

Outra situação que tem mexido com os militares é a possibilidade dos detentos terem prioridade na vacinação em detrimento dos militares, bem como, outros servidores públicos que não sejam os profissionais da saúde. Situação esta que, jamais, pode ser aceita pelos profissionais. "Estamos travando uma guerra desleal, em situação de total desvantagem. Precisamos de apoio e proteção, porque temos exercido mais de uma função, no dia a dia", disse.

"Somos cientes que o comandante-geral da PMTO, coronel Júlio Manoel da Silva Neto, sabe e está preocupado com a situação. Ainda nesta semana, iremos tentar uma audiência com ele para tratarmos sobre a vacinação de nossos policiais, que deve acontecer o quanto antes, devido às drásticas ocorrências. Esperamos não perder mais companheiros, tendo em vista que alguns estão hospitalizados em estado grave e gravíssimo, e outros em casa, já em situação preocupante", ressaltou o presidente da APRA.

 

 

 

 

 

Ascom APRA-TO